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Aço escovado, faz de conta que sou eu.
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:: Terça-feira, Agosto 23, 2005 :: Comments:

Onde é que estou? Morto. Morto não é lugar. Realmente, então não sei onde estamos. Será o céu? O céu nunca foi vermelho. Será o inferno? Será o inferno. Morreu de quê? Matou-me a minha mulher. Morreu de quê? Matou-me o meu pai. Pessoas perversas, pessoas perversas. Não acho, pelo menos não acho que o meu pai seja tal coisa. Diga-me o porque. Meti-lhe uma faca na barriga, fiz a faca subir até a garganta e tentei cortar-lhe a cabeça no meio. Aí ele me matou. Reconheço que seja de bom tamanho a tua morte para ti. É, começo a reconhecer também. Quem é aquele que lá vem? Deve de ser Lúcifer, o Satanás. Não sou Lúcifer, sou o vosso pai. Pai em que sentido? No de ser Deus ou no de ser o meu progenitor? No de ser o teu progenitor. Não me lembro de ter essa fisionomia, pai. Não me arriscaria a mostrar minha cara a vocês do inferno, coisa que o prórpio Deus recomendou-me. Então estás morto, pai? Claro, patife, depois do que tu me fizeste. Peço desculpas, agora já me arrependo. Não se preocupe, desculpas as terá com o Satanás. Veio aqui para quê, pai? Estou triste. Quer dizer que quando se está triste, cai-se no abismo? É o que por aí se diz. E para retornar ao Paraíso, precisa-se somente de se recuperar a alegria, certo? Errado, os que tornam-se alegres voltam à Vida. Mas pai, que tipo de gente o senhor encontrou lá então? Os que amam.
:: RODOLFO RIBEIRO 2:34 PM [+] ::
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